sábado, 30 de novembro de 2013
«CRONIQUETA SEMANAL» – PARA ONDE NOS LEVAM?

por Jorge MPG Sineiro, 30-11-2013
Na sua exortação, de título “Evangelii Gaudium" (A alegria do Evangelho) - documento de 84 páginas que é como que o programa oficial do seu papado - o Papa Francisco reconhece estar “aberto a sugestões” para reformar o papado e atacou o capitalismo sem limites como “uma nova tirania”, advertindo ainda que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão".... “Esta economia mata”, afirmou Francisco, que acrescentou: “hoje também temos de dizer ‘Tu não’ a uma economia de exclusão e desigualdade”. Sejamos, ou não, adeptos da fé católica apostólica romana, conforta ouvir da boca deste humanista, escutado e respeitado por milhões de pessoas, palavras conscientes, avisadas e atentas ao mundo em que vivemos. Não nos deu nenhuma novidade o Papa Francisco, especialmente a nós, portugueses, que a cada dia mais vamos sentindo a presença de uma nova tirania, de uma crescente desigualdade e exclusão social, do real perigo de ruína em que se encontra uma democracia que já só o é à superfície. Mas foi salutar escutar as suas verdades e não as ver tratadas nos “media” em linguagem de eguariço pelos plumitivos do costume e os zoilos do regime, como exortações à violência ou ajustes de contas. A política de empobrecimento seguida por este governo de rapazotes néscios e malsãos, em genuflexão perante uma nova Alemanha imperialista, é criminosa porque arrastará o país, e as futuras gerações, para a perda total da soberania e para assimetrias crescentes entre os muito ricos e os pobres. A economia não se desenvolverá como seria indispensável, os números do desemprego subirão, os jovens mais qualificados emigrarão, os reformados e os pensionistas não conseguirão alimentar-se e adquirir medicamentos, os empregados de hoje não terão nenhuma reforma amanhã, o direito à educação gratuita e universal terminará, o direito aos cuidados de saúde nos hospitais públicos será tendencialmente menor pois os privados crescem, mais e mais, para quem os pode pagar. Portugal está a correr para ser uma colónia de férias de estrangeiros. Entretanto, grassa o tartufismo e as desbragadas patranhas dos governantes, o imobilismo e as facécias de bobo de um presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição em vigor. Esta economia mata. Esta política de destruição do estado social e de empobrecimento mata. Francisco afirmou-o. Em Portugal, os “perigosos esquerdistas” Adriano Moreira, Bagão Félix, Freitas do Amaral, Pacheco Pereira,… afirmaram-no. Soares avisou, em termos abertos, sem tibieza nem hipocrisia, embora num discurso ostensivamente provocatório para fazer o coelho sair da lura e a raposa da toca. Ninguém faz maior apelo à violência do que os próprios representantes máximos do país com as suas práticas e leis aprovadas pelos seus funcionários partidários (“asinus asinum fricat”) na A. R. Os extremismos são sempre perigosos e têm várias caras e, num rebanho de ovelhas mansas, pode bem esconder-se um lobo pirómano. Que se cuidem os opressores!
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
ERROS FREQUENTES NA LINGUA PORTUGUESA – Letras I/J
IATE - Melhor do que "yacht", um neologismo. ILAÇÃO ... e não "ilacção". Tal como: “dilação” IMÉRITO - adj.” imerecido” - Dif. de EMÉRITO (muito versado em determinada matéria; insigne, distinto IMERSÃO - Dif. de EMERSÃO (acto de sair da água). IMIGRAÇÃO – (entrada num país para aí viver) Dif. de EMIGRAÇÃO (saída do país para ir viver nou...tro). Ou seja: Um “emigrante”, quando se instala num outro país passa a ser, lá, um “imigrante”. IMINENTE - Dif. de EMINENTE (" Um perigo iminente", "um cientista eminente"). IMPLEMENTAR - É um anglicismo mal formado e sem sentido específico em português. Pode significar tudo: adoptar, começar, completar, desenvolver, executar, instaurar, tomar, vigorar, etc. etc. É aconselhável a adopção da palavra (mais) adequada. INCLUSIVE ...e não "inclusivé". INDISPENSÁVEL...e não "indespensável". INFLAÇÃO ...e não "inflacção". INFRA - As palavras formadas com este prefixo levam “hífen”, quando o segundo elemento começa por vogal, h, r ou s: (infra-som, infra-estrutura; infravermelhos). INSOSSO ...preferível a "insonso". INTER - As palavras fomadas com este prefixo levam “hífen”, quando o segundo elemento começa por h ou r. (interempresas; inter-resistente). INTERCEPÇÃO - Dif. de INTERCESSÃO (Acto de interceder, pedido a favor de alguém) INTERVEIO...e não "interviu"; Gerúndio: INTERVINDO e não "intervido". (Intervir conjuga-se como vir, exceptuando as 2ª e 3ª pess. sing. em que o verbo vir não leva acento agudo (vens e vem) – Pres. Ind. - intervenho, intervéns, intervém, intervimos, intervêm; Pret. Perf. Ind. -intervim, intervieste; interveio, interviemos, intervieram; Gerúndio: intervindo. São também compostos de “vir” e como ele se conjugam: advir, avir, convir, desavir, desconvir, entrevir, sobrevir,… INTRA (intra-uterino;…mas… intramuros). INVOCAR ...e não "evocar". ÍPSILON ... ( esdrúxula ou proparoxítona que, como todas as palavras esdrúxulas, leva um acento na antepenúltima sílaba) …e não "ipslon". IRRUPÇÃO (invasão súbita, correria ...e não "irupção". ISOTÉRICA (linha que passa pelos pontos terrestres de igual temperatura média estival. - Dif. de ESOTÉRICA (diz-se da doutrina secreta, que alguns filósofos antigos só comunicavam a alguns discípulos; diz-se daquilo que tem a ver com conceitos que são muito teóricos e sem aplicação prática evidente; diz-se daquilo que é compreendido por apenas uns poucos escolhidos) e de EXOTÉRICA (Adj. - dizia-se de uma doutrina filosófica destinada a ser exposta em público; vulgar comum)
- Letra J
JAPONÊS (com acento circunflexo)…mas “japonesa” e “japoneses”, tal como Chinês e chinesa, chineses; ou Português e portuguesa e portugueses. "JEANS" – Palavra já aportuguesada: JINES. JEITO ...e não "geito" JEROPIGA ...e não "geropiga". JIBÓIA (jiboia, sem acento, pelo novo A.O.); tal como bóia/boia; jóia/joia;… JOALHEIRO – o que trabalha em jóias/joias ou é negociante de jóias/jóias. Dif. de JOELHEIRO -que chega até (ou só até) ao joelho (ex.: botas joelheiras). JUIZ (sem acento)...e não" juíz"; fem.: juíza; plural: juízes. (fem e pl. com acento agudo) JUIZ DE DIREITO; JUIZ PRESIDENTE; JUIZ DE PAZ; JUIZ DE LINHA; SENHORA JUÍZA;… sem hífenes JÚNIOR - palavra esdrúxula, portanto, com acento; pl.: JUNIORES, palavra grave quanto à acentuação e sem acento; e também sénior/seniores. JUS (direito; fazer jus a = merecer algo ou esforçar-se muito por o alcançar) …e não "juz".
- recolha e notas de Jorge MPG Sineiro, Nov. 2013
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
POVOS COM CULTURAS MUITO DIFERENTES DA NOSSA

TRIBOS DO OMO
Onde vivem: Etiópia, África
O Omo é um importante rio do sul da Etiópia que corre inteiramente dentro dos limites do país, desaguando no Lago Turkana, na fronteira Etiópia-Quénia. Encontra-se ali, em construção, a gigantesca barragem de Gibe III, iniciada em 2006, para gerar energia eléctrica para Addis Abeba (capital da Etiópia). Muitos ecologistas opõem-se à sua construção, pois reduzirá o rio e eliminará as planícies alagadas de grande importância para os agricultores tribais do Vale do Omo.
O Vale do rio Omo é um território onde o homem ainda conserva comportamentos da África ancestral. Porém, a presença de missionários, turistas e comerciantes contribui para o acesso a produtos estrangeiros. Bebidas alcoólicas baratas e fortes, antes raras, já vêm deixando os seus efeitos nefastos nas várias tribos nativas. Durante muitas gerações, essas tribos foram protegidas por montanhas e savanas contra o contacto com o mundo exterior. Mas o factor principal para mantê-las a salvo da “civilização” foi o facto de a Etiópia ter sido o único país africano a não ser colonizado pelos europeus. De modo que os habitantes das margens do rio Omo escaparam à influência nefasta da colonização e dos conflitos que esmagaram muitas outras sociedades. As tribos, até então, permaneceram intocadas, migrando e guerreando entre si, e convivendo de acordo com seus costumes, inexistentes em quase todas as outras regiões do país.
São muitas as tribos africanas que habitam as margens do rio Omo: Kara, Mursi, Suri, Nyangatom, Kwegu e Dassanech, entre outras, uma população de cerca de 200 mil pessoas. A riqueza mais importante desses povos são os pequenos rebanhos de bois e cabras, mas também trabalham na lavoura, irrigada com a água do rio. As tradições e rituais destes povos são muitas e difíceis de compreender aos olhos de um ocidental. Apenas como exemplos, deixo algumas delas.
As mulheres «mursis» ainda usam discos labiais (pedaço circular de madeira ou cerâmica no lábio inferior) e cobrem o corpo com desenhos, símbolos da beleza feminina. O adorno labial é substituído de tempo em tempo para ampliar o local.
Os «suris» possuem suas temporadas de duelos, quando se vestem com armaduras de pele de cabra e usam bastões compridos no enfrentamento.
As mulheres «hamars» pedem para ser açoitadas até sangrar, num certo ritual. Há também o rito de iniciação para os meninos da tribo hamar, que devem correr pra cima do lombo do gado, provando que estão aptos a enfrentar a vida adulta.
Nos casamentos, realizados pela tribo «Kara», é oferecida uma cerveja feita de sorgo, aos convidados de todas as idades, inclusive crianças. As viúvas usam o luto tradicional: despem-se dos adornos, deixam o cabelo crescer e vestem apenas um couro grosseiro.
Há também a circuncisão feminina, comum em toda a Etiópia, e uma prática que é conhecida como “destruição do mingi” (mingi é uma espécie de azar extremo). Se uma criança nasce deformada, ou se os seus dentes superiores nascem antes dos inferiores, ou se nascer fora do casamento, ela é tida como mau agoiro. Por isso, deve ser sacrificada antes que o “mingi” se alastre.
Aos poucos, o governo etíope aumenta a sua influência sobre as tribos, impondo o seu código jurídico, na tentativa de abolir as práticas tradicionais nocivas, como o ritual de fustigação das mulheres, as lutas com bastões e a cerimónia de passar sobre o lombo do gado, etc. Os jovens das tribos vão percebendo que é preciso procurar a paz entre eles, se quiserem sobreviver. Começam a entender que a tradição não pode ser levada a ferro e fogo, pois as coisas estão mudando. Alguns deles já estudam fora dali e possuem a consciência de que é preciso aceitar mudanças.
O fotógrafo alemão, Hans Silvester, que já esteve no Vale do rio Omo várias vezes, passou seis anos entre as tribos e ficou impressionado com as imagens colhidas, principalmente nas tribos Surma e Mursi, conhecidas pelas suas exuberantes pinturas corporais. Elas utilizam material vulcânico, para obter as mais diferentes cores e pintarem os corpos nus. Como adereços usam cascas, flores e folhagem. A natureza fornece-lhes um campo vasto de tinturas e enfeites.
Nas imagens, vemos crianças dos «Surma» e «Mursi» (tribos do sul da Etiópia) que vestiram as suas mais belas “roupas” e fizeram as mais criativas pinturas para serem fotografadas por Hans Silvester. Com lama do rio, frutas, pedra moída, flores, ramos e até urina de vacas, criam verdadeiras obras de arte nos seus corpos.
- Fontes: - National Geographic/ Edição 120 - Vídeo sobre Hans Silvester
- Recolha e adaptação por Jorge MPG Sineiro, Nov. 2013
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
FOTOS DO PASSADO QUE VALEM MIL PALAVRAS
"Cada alegria é um proveito, e um proveito é um proveito, por mais pequeno que seja." - Robert Browning
UM MENINO AUSTRÍACO RECEBE SAPATOS NOVOS, DURANTE A 2ª GUERRA
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
ÁFRICA DO SUL, “SHANTY TOWN”: CASAS DE LATA PARA RICOS
Num país com uma imensa diversidade de culturas, idiomas e crenças religiosas e no qual onze línguas oficiais são reconhecidas pela Constituição; num país que possui as maiores comunidades de europeus, indianos e multiétnicos do continente africano, embora 70% da população sul-africana seja negra; num país de perto de 50 milhões de habitantes onde cerca de um quarto da população está desempregada e vive com menos de 1,25 dólar por dia, esta notícia feriu-me e revoltou-me. Lá, os ricos, decidiram agora “brincar aos pobrezinhos”.
Uma “resort” de 5 estrelas, “Emoya”, oferece aos clientes uma experiência exclusiva: viverem como os pobres numa barraca de lata (semelhante a uma casa de favela). Assim, os ricos habitam pequenas casas entre candeeiros a petróleo no exterior e cadeiras feitas de pneus. “Shanty Town” (N.T. Favela), lê-se no local da propriedade, é também uma reserva de caça e espaço ...ideal para jogos de equipa, festas e churrascos. As barracas são, contudo, dotadas de água corrente, electricidade, televisão e Wi-Fi, podendo receber até 52 pessoas, cada qual pagando cerca de 82 dólares por noite.
- in “La Repubblica” de 25-Nov.2013
- apontamento de Jorge MPG Sineiro, Nov. 2013
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
NÃO BEBA !
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sábado, 23 de novembro de 2013
ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA – Letras G/H
- G "GHETTO" - Forma aportuguesada: GUETO. Pode ter significação pejorativa: "gueto homossexual", "gueto intelectual". GÁS ...e não "gaz". GINECEU ...e não "geneceu". ...
GORJETA ...e não "gorgeta". Obs: Geralmente o som “je” representa-se por um “j” ou por “ge”, assim como o som “ji” se grafa com “gi.” Os sons “ga”, “gue”, “gui”, “go” e “gu” escrevem-se sempre assim. Não há uma regra para se escrever “je” ou “ge”, pelo que, em caso de dúvida, aconselho a consulta de um dicionário. (Exs: pajem… mas…vagem, selvagem,…; ou jibóia… mas…fugir, relógio,…; estrangeiro, passageiro, gelo… mas… jeira, jeropiga,…) Obs. Bem fazem os italianos que não têm o “j” nem o “x”no seu alfabeto!
GRAMA – O grama e não "a" grama; substantivo masculino, e não feminino. Como drama, monograma, fotograma, programa, telegrama. A grama é outra coisa: é o mesmo que relva(no Brasil)
GRANJEAR ...e não "grangear". (Ver obs. feita na palavra “Gorgeta”)
GUISAR ...e não "guizar".
- H
HALTERE - Dif. de ALTERE ( 1ª/3ª pess. sing. Pres. Conj. do verbo ”alterar” ou 3ª pess. sing. Do Modo Imperativo do mesmo verbo.
HAVER - 1. No sentido de “existir”, é impessoal e fixa-se na 3.ª pessoa do singular ["Há muitas pessoas aqui", “havia muitos que não sabiam…”, “houve imensos dias de sol” ]. 2. Nas formas compostas, o verbo haver transmite a sua impessoalidade ao verbo acompanhante ["Deve haver problemas"]. 3. Com o sentido de “ter”, o verbo haver já se conjuga na 3ª pess. do plural (… haviam(tinham) chegado mais cedo…)
HECTARE ...e não "hectar
HESITAR ...e não "exitar".
HÍFEN - As regras do emprego do hífen são numerosas e das mais complexas da língua portuguesa. Indispensável o recurso constante a um prontuário ortográfico, sobretudo se optar pelo uso do novo A.O. de 1990, pois levaria mais de 200 linhas a publicar aqui as regras do seu emprego. Aconselho o seguinte “link” onde poderão obter larga informação sobre o emprego, ou não, do hífen. http://www.ciberduvidas.com/search.php?keyword=hífen
HILARIDADE ...e não "hilariedade".
HIPER - É seguido de hífen quando o segundo elemento começa por “h” ou “r” (ex.: hiper-humano, hiper-rugoso). Mas …hipermercado, por ex.
HIROXIMA ...e não "Hiroshima".
HOMO - Nunca precede hífen (Exs. homossexual, homofobia).
HOMÓFONAS – são palavras com o mesmo som mas com grafia e sentido diferentes, provocando alguns erros frequentes tais como: aço (liga de metal)/asso (verbo assar); acento (sinal ortográfico)/assento (lugar para sentar; bucho (estômago de certos animais)/buxo (planta); cegar (perder a vista)/ segar (ceifar); era (verbo ser) ou era (época)/ hera (planta); cervo (animal)/ servo (criado, escravo)].
HUMANITÁRIO - Relativo à humanidade, em prol da humanidade. Por exemplo: «Ajuda humanitária», «missão humanitária». Por isso, é erro crasso trocar o adjectivo HUMANITÁRIO pelo adjectivo HUMANO em frases como as acima citadas.
HUMANO – 1. Do homem ou a ele relativo. 2. Bondoso, benfazejo, compassivo
- recolha e notas por Jorge MPG Sineiro, 22-11-2013
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA - Letra F
FÃ (plural masc e fem. – FÃS) … e não “fan, fans”
FAC-SÍMILE ...aportuguesamento da expressão latina "fac simile", portanto, sem aspas.
FACA DE DOIS GUMES – sem hífenes, …mas FACA-DE-MATO, com hífenes
FATO DE BANHO … sem hífen
FATO-MACACO … com hífen
FAXE /leia-se facse/– aparelho ou sistema que permite enviar ou receber cópias de documentos ...(inglês “fax”, redução de “fac-símile”)
FEBRE-AMARELA ... e não "febre amarela".
FEMININO ... e não "femenino". FEMINISMO...e não "femenismo".
FERRO-VELHO - pl.: ferros-velhos.
FIM-DE-SEMANA - Com hífenes (sem hífenes pelo novo A.O.)
FOBOFOBIA - Medo de adoecer, que leva o indivíduo a tratar-se de doenças que não tem. Diferente de "hipocondria" - Carácter triste e inquieto causado pela ideia de doenças imaginárias ou por preocupações com o próprio estado de saúde.
FOGO-DE-ARTIFÍCIO - Com hífenes, em Portugal, ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1945. Com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, passou a escrever-se sem hífenes: fogo de artifício.
FOGO-FÁTUO ...e não "fogo fátuo".
FOLHA-DE-FLANDRES ...e não "folha de flandres".
FOR ...e não "fôr".
FORA ...e não "fôra", dif. do advérbio FORA.
FORO ...e não "fôro".
FOTO - Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen (fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese,…)
FRACA-FIGURA – de aparência desagradável ou de má apresentação
FRACASSO … e não “fracaço”
FUGIR …mas “fujo”, “fuja”, “fujas”, “fujamos”
FUTEBOLÊS- Linguagem muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: "Apostado em ganhar", "averbar uma clamorosa derrota", "contra-ataque venenoso", "denunciar fome de bola", "denotar sentido de baliza", "direccionar (a bola)", "faltou objectividade atacante", "impedido de penetrar na área adversária", "incidência(s) do jogo", "milita nos escalões cimeiros", "moldura humana" ,"transição ofensiva", "posicionamento", "postura em campo", "prestação" (em vez de actuação, exibição, ou desempenho) ,"recepcionar" (em vez de receber: "o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica"...), "retenção da posse de bola" (ou "ficar com a posse da bola") "trabalho ao nível do entrosamento", etc., etc. Mas há, também, palavras e expressões do futebolês excelentemente inventadas, que constituem autênticas preciosidades. Por exemplo: «bola à flor da relva», «no enfiamento da área», «cruzamento largo e tenso», « (pontapé de) canto de mangas arregaçadas, ou curtas», «deu nas orelhas da bola», «penteou a bola», «bola a pingar sobre a área», «entrada a varrer», «arrancou o adversário pela raiz», «passe de letra» (passe/cruzamento executado de forma acrobática, em que jogador passa uma perna por trás da outra, formando uma espécie de X, e passa a bola ou centra - muitas vezes feito por Di Maria, ex-jogador do SL Benfica e actualmente no Real Madrid), «um grande frango do guarda-redes», «pontapé-canhão», «remate de trivela» (uma técnica de passe/remate executado com a parte exterior do pé, empregando os 3 dedos exteriores, (Ricardo Quaresma, ex-Sporting e ex-FC Porto, é um especialista), de difícil execução, mas também de grande espectacularidade e imprevisibilidade e que permite ainda imprimir à bola um efeito que a faz descrever um arco oposto ao que é habitualmente executado quando é impulsionada com a parte interior do pé), «corte, ou entrada, de carrinho», «o ponta-de-lança atirou-se para a piscina», «fez um chapéu ao adversário», “tirar o pão da boca», «jogar a trinco”, «passe açucarado», «carregador de piano»(o jogador que, não possuindo grande apuro técnico, é um incansável trabalhador em campo), «jogo em banho Maria», «jogada com selo de golo», etc…
- recolha de Jorge MPG Sineiro, 15 Nov. 2013
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ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA – Letra E
"EX AEQUO"...e não "ex-aequo".
(E)LUCUBRAÇÃO – o mesmo que “lucrubação” – conjectura, estudo aturado, meditação ... e não "(e)locubração".
“ECONOMÊS”- Tal como o “FUTEBOLÊS”, está carregado de tecnicismos complicados e quase sempre mal (ou escusadamente) formados do ponto de vista do português. Alguns dos exemplos: "sponsorizar" (em vez de p...atrocinar), "standardização" (quando já temos os substantivos “normalização” ou “padronização”). Ou estrangeirismos puros como "budget","cash-flow", "factoring", “layout","management","partnership", "performance", etc, etc...
ECRÃ... e não "ecran" nem "écran".
EFEITO DE ESTUFA...e não "efeito-estufa”.
EM - É frequente o uso incorrecto da preposição “em”. ["Reafirmou a sua disposição em..."- Incorrecto. “Disposição para…”/”disposição de…”/"dispõe-se a…", “tende a…”- Correcto ] .
EMIGRAÇÃO - Conjunto de pessoas que sai do seu país ou da sua região para se estabelecerem noutro; saída sazonal de certas espécies animais para outra região. Diferente de “IMIGRAÇÃO”, que é a entrada de pessoas num país diferente do seu. EX: um ucraniano que entrou e se estabeleceu em Portugal é um imigrante. Ele emigrou (saiu) do seu país.
EMIRADOS - preferencialmente em vez de "emiratos”.
ENQUANTO - Diferente de “em quanto” Ex: Não sei em quanto importa a conta.
ESCONSO – escondido, oculto (adj.) ou esconderijo, recanto (subst.) …e não” esconço” ou “esconsso”
ESCUSAR – desculpar, dispensar, evitar, prescindir …e não “excusar”
ESDRÚXULO/A ...e não "exdrúxulo/a".
ESQUISITO...e não "esquesito". [Outras palavras incorrectamente escritas com “e” ou com “ i”, como reflexo da oralidade: definição (e não "defenição"), definido (e não "defenido"), indispensável (e não "indespensável"), privilégio (e não "previlégio"), etc.]
ESPERAR QUE …e NUNCA “esperar de que”; tal como “pensar que” …e nunca “pensar de que”, “admitir que” …e nunca “admitir de que”,…
ESPECTACULAR …e não “expectacular”
ESPLANADA …e não “explanada” (explicada com minúcia e claramente)
ESPLÊNDIDO …e não “explêndido”
ESPLENDOR e ESPLENDOROSO …e não “explendor” e “explendoroso”
ESPONTÂNEO ...e não "expontâneo" ou "espontânio"
EVACUAR - Evacuam-se lugares …e não pessoas!
EVOCAR (chamar para que apareça, trazer à lembrança) - Diferente de “INVOCAR” (chamar em auxílio, implorar, recorrer ao testemunho de alguém.
EXPLANAR – explicar com certa minúcia, tornar clara uma ideia ou plano … e não “ESPLANAR”
EXPO - Pronuncia-se tal e qual a palavra exposição. Porquê essa moda de pronunciar "ecspô"?
- recolha de Jorge MPG Sineiro, Nov.2013, usando, por opção, a grafia anterior ao A.O. de 1990
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ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA – Letra D
(DES)PRETENSIOSO ...e não "(des)pretencioso".
DE QUE - Regência normalmente mal utilizada. certo / errado: "Informo-o de que chego amanhã..." / "Informo-o que chego amanhã..."; "Posso provar que..." / "Posso provar de que..."; “Quero dizer que…”/ “Quero dizer de que…”; “Afirmo que…” / Afirmo de que…”;…
DECAIR (estar em decadência, enfraquec...er)- Dif.de DESCAIR (Inclinar-se um pouco para fora da linha natural, desviar-se do rumo, declinar, dizer (por descuido) o que não deveria ser revelado...) . Conjugam-se como cair.
DÉFICE ...aportuguesamento. do latim "deficit" (e nunca o barbarismo "deficite").
DEFINIÇÃO ...e não "defenição". DEFINIR ...e não "defenir".
DEMARCAR (Fazer a demarcação de, limitar, definir,…) - Dif. de “desmarcar” ( anular uma reserva, um compromisso,…; tirar a marca a (de);...)
DEMOS ( 1ª pess.pl. Pret.Perf.Indic do verbo “dar”) - Dif de DÊMOS (1ª pess. Pl. Pres.Conj. do v. “dar”ou 1ª pess.pl. do Imperativo do mesmo verbo).
DESABITADO … e não “deshabitado”.
DESCRIMINAR ( absolver do crime imputado, descriminalizar)- Dif. “Discriminar” (destrinçar, diferençar, diferenciar, discernir, distinguir,…)
DESDE - Não se escreve "desde Moscovo" mas “de Moscovo”, nem "desde a Bairrada até ao Algarve" mas sim “da Bairrada ao Algarve”.
DESEQUILÍBRIO ...e não "desiquilibrio".
DESPENDER ...e não "dispender". (...mas "dispêndio" e "dispendioso")
DESPENSA (lugar onde se guardam comestíveis para uso).- Dif. de “dispensa” (acto de ser desobrigado, escusa, licença para se eximir a um dever ou obrigação). São palavras HOMÓFONAS.
DESPOLETAR - Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se "despoleta" uma granada para deflagrá-la: descavilha-se. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, "detonar", "rebentar", "activar".
DIGNITÁRIO ...( Pessoa que exerce uma dignidade ou um alto cargo ) …e não "dignatários".
DILAÇÃO ( adiamento, prorrogação, demora,…) - Dif. de “delação” (revelação de crime, delito ou falta alheia, com o fim de tirar proveito dessa revelação)
DISPÊNDIO ...e não "dispendio". (palavra proparoxítona, ou esdrúxula. NOTA: todas as esdrúxulas, sem excepção, levam um acento na sílaba tónica. )
DISPLICENTE - negligente, que não se empenha ou demonstra falta de interesse. Antónimo de “empenhado”, “interessado”, “zeloso”.
DISTRAÍDO … e não “destraído”.
- recolha de Jorge MPG Sineiro, Nov, 2013
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ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA – Letra C
IMPORTANTE: LEMBRE-SE SEMPRE QUE O “C” seguido de “i” ou de “e” NÃO LEVA CEDILHA!
CABO-DE GUERRA, CABO-DE-ESQUADRA,… grafam-se “com hífen”
CACHA - (material informativo em primeira mão) ...e não "caxa" (moeda indiana); diferente ainda de CAIXA (de fósforos, por ex.)
CAEM...e não "caiem".
... CALVÍCIE... e não "calvíce"
CAMPEÃO... e não "campião" [Outras palavras com “e”, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense].
CARÁCTER... e não "caracter" ou “caractere”. No sentido de índole, temperamento; mas, também quando se refere a um tipo de imprensa, marca... Plural: CARACTERES (diz-se/caractéres/). NOTA: De facto, no português de Portugal «o singular de caracteres é carácter». Trata-se de um plural irregular que faz deslocar o acento tónico da sílaba “-rá-“ de carácter para a sílaba “-te-“ de caracteres. Isto acontece provavelmente por ser uma forma de derivação culta, a partir do latim “caracter, eris”, correspondendo a acentuação em português às vogais longas do latim. A palavra “caracter” ou “caractere” tem muitas ocorrências, mas é ainda considerada uma forma desaconselhada no português de Portugal. Qualquer destas formas surgiu por dedução a partir do plural irregular, isto é, nos contextos de carácter em que a palavra aparece mais frequentemente no plural (por exemplo, os caracteres tipográficos, os caracteres de um texto, digitar caracteres), os falantes fizeram a regularização, por hipercorrecção, do singular a partir do plural irregular, retirando a terminação do plural (-es ou -s) e mantendo a acentuação tónica do plural (caracter[es] ou caractere[s]). Pelo A.O. de 1990 existe a dupla grafia “carácter” ou “caráter” e “caracteres” ou “carateres”, de acordo com a pronúncia do falante.
CARTÃO-DE-VISITA - É assim que se escreve, com hífens.
"CARTOON" Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). É um NEOLOGISMO.
CELA – cubículo, quarto muito pequeno … e não “sela”, assento do cavaleiro
CENTENAS DE MILHARES...e não "centenas de milhar".
CENSO - Recenseamento da população. Diferente de SENSO ( juízo, siso,… por ex. “bom senso” ou “senso comum”)
CERCEAR – cortar rente; restringir, coarctar (coartar depois do A.O.de 1990) … e não “cerciar”
CHOVER – com “o” em todas as formas do verbo; mas… “chuva”, chuvada”, “chuvarada”, chuveiro”, “chuvasco”, “chuvisco”…
CINGIR – apertar; limitar, restringir ( sentido figurado) … e não “cinjir”
COABITAÇÃO...e não "co-habitação" e "cohabitação".
COM CERTEZA...e não "concerteza".
COMBOIO...e não "combóio".
COMPOR...e não "compôr", mas “pôr”(verbo)
COMUMMENTE...e não "comumente". (Salvo na variante ortográfica brasileira).
CONSENSO – assentimento, acordo ou entendimento geral… e não “consenço” ou “concenso”(erros ortográficos)
CONCERTAR – combinar, conciliar - Diferente de CONSERTAR (compor, reparar, arranjar algo avariado)
CONCISO – breve e claro, sucinto
CONCLUIR - «Concluir que nem tudo é perfeito»; mas: «Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito».
CONSTITUÍA...e não "constituia".
CONSTITUIU… e não "constituíu".
CONTROLO - Forma já aportuguesada, em vez do galicismo "controle"/ "contrôle”
COOPERAR – colaborar, contribuir, coadjuvar … e não “coperar”
COR ...e não "côr".
CORRESPONDER … e não “conresponder”, como se ouve tantas vezes.
COSER (a roupa, por ex.) Diferente de COZER (um bolo, por ex.). São palavras HOMÓFONAS.
CRÂNIO...e não "crâneo".
CRÍQUETE - Forma aportuguesada de "cricket". Trata-se de um NEOLOGISMO.
- recolha e adaptação de Jorge MPG Sineiro, Outubro, 2013
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ERROS FREQUENTES DA LÍNGUA PORTUGUESA – Letra B
- BAINHA ...e não "baínha"; tal como RAINHA e não “raínha”; MOINHO e não “moínho”; MOINHA e não “moínha”; “TAINHA” (peixe ciprinídeo) e não “taínha”;… Obs: Nos respectivos plurais mantém-se a ausência do acento.
- BANCARROTA ...e não "banca-rota".
- BARBARISMOS – São erros de expressão na pron...úncia, grafia ou uso de determinadas palavras (mal) entradas no Português. Quando o uso é acidental, o barbarismo é um vício de linguagem, pois a violação da norma culta dá-se por desconhecimento ou descuido. Exs: Recorde pronunciado como se fosse uma palavra esdrúxula (Ré-cor-de) e não correctamente como RECORDE (palavra grave com a sílaba tónica em “cor”); outro barbarismo, agora na escrita, será grafar-se “adevinhar” ou “advinhar” em vez de ADIVINHAR ou “exitar” em vez de “HESITAR” e, em mais uns exemplos, são barbarismos o uso de “tráfico” quando nos referimos ao “trânsito” (mais intenso nas cidades) ou o uso de “aderência” quando queremos aludir a uma “adesão” (a uma causa, um partido, etc…). Também as palavras estrangeiras usadas no lugar das vernáculas por ignorância ou com sentido que não lhes pertence por influência de outra língua (os estrangeirismos), são formas de barbarismo, como em: “ontem, realizei que já não vejo como outrora” (“realizei” em vez de “dei-me conta”… por (má) influência do verbo inglês “realize”); “tour”, em vez de “passeio”;…
- BATE-PAPO ...e não batepapo.
- BÁTEGA - Aguaceiro, chuvada. A expressão "bátega de água" é pleonástica.
- BÊ-Á-BÁ ...e não "b-a-ba".
- BEBÉ ...e não "bébé".
- BEGE ...e não "beige" nem "beje".
- BEM-VINDO ...e não Benvindo (nome próprio).
- BÊNÇÃO ...e não "benção".
- BENEFICÊNCIA ...e não "beneficiência".
- BI - Prefixo que dispensa o emprego do hífen (bianual, bimotor, bissecular, bissexual, birrefractivo (ou birrefrativo pelo novo A.O…) Obs: Se a palavra que se segue ao prefixo “bi” começar por “s” ou “r”, duplica a consoante, como se pode observar na grafia de “bissexual” ou de “birrefractivo”
- BILIÃO - O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um "milhar de milhões" como é usado noutros países, como nos EUA e no Brasil.
- BIOPSIA ...e não "biópsia" (a pronúncia correcta é: /biopsía/).
- BULIMIA …e não “bulímia”
- BURBURINHO ...e não "borborinho".
- recolha de Jorge MPG Sineiro, Outubro, 2013
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SUBSÍDIOS PARA UM BEM FALAR E ESCREVER EM PORTUGUÊS - Letra A
Dou hoje início à publicação, de A a Z, dos erros mais frequentes da nossa língua materna. Nada pretendo ensinar, antes contribuir para esclarecer dúvidas e despertar o amor que, por certo, todos temos à língua portuguesa, uma das mais faladas no mundo. Nota: Por opção, escrevo, como sempre, de acordo com a ortografia anterior ao novo acordo ortográfico.
«ALGUNS ERROS MAIS FREQUENTES NA LÍNGUA PORTUGUESA» – Letra A
- À e HÁ – “à” é a contracção da preposição “a” com o artigo definido fem.sing. “a” (a+a= “à”); “há” é uma forma do verbo “haver”, que pode significar existir, ter,…. Logo, por exemplo, “à” noite (pela noite) há(existe) mais silêncio.
- “A PERSONAGEM” ... e não "o personagem". - ACERCA ... e não \"àcerca\". - ACESSÓRIO – não fundamental, secundário - AÇORIANO...e não \"açoreano\". [Outras palavras com o “ i” normalmente trocado pelo “ e”: ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente.] - ADERÊNCIA e ADESÃO – Exs: Estes pneus têm uma boa “aderência” à estrada (colam-se bem, não fazem derrapar,…; mas, foi grande a “adesão” às suas ideias… (foi grande o apoio, o assentimento às suas ideias) - AERO - Prefixo que nunca se emprega com hífen [aeroporto, aeroplano, aerotransportado) - AMAVELMENTE e não “amàvelmente”- os advérbios de modo terminados em “-mente” já não se escrevem com acento grave. Perderam por completo o acento gráfico. - AFIM é diferente de “A FIM (de)”. “Afim” significa idêntico, semelhante,… ; “a fim “de” quer dizer “para, com a finalidade de,…”. Exs: Este é um caso “afim”(semelhante) ao outro ; mas Ele estudou muito “a fim de”(para) ter um bom resultado. - ALCOOLEMIA... é uma palavra paroxítona (ou grave) e não proparoxítona (ou esdrúxula) . Assim, devemos dizer “alcoolemia” e não "alcoolémia", tal como dizemos LEUCEMIA e não "leucémia". - ALÉM/AQUÉM - Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen. [além-fronteiras, aquém-Pirenéus...] - ANTEPOR...e não \"antepôr\". Outros exemplos: COMPOR, SUPOR, DISPOR, OPOR … mas “PÔR”! - APELAR - Quando significa «recorrer», usa-se com “para” ou “a”: «Apelou para(a) Deus»; «Apelaram à compreensão de todos». Também ocorre com as preposições “de” (apelar de = «recorrer para instância superior») e “por” (apelar por = «clamar por»). - ARGELINO...e não "algerino", nem "algeriano". - ASSESSOR (adjunto, coadjuvante,...) e não "acessor", que não existe. - AUTO - Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por “vogal”,”h”,”r” ou “s”. [Exs: auto-estrada, auto-hemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão - mas: autonomeado, autocrítica]. - AZERBAIJANÊS e não Azeri (embora o «Dicionário Houaiss» já ateste o barbarismo, preferindo “azerbaidjano”).
- pesquisa e recolha de Jorge MPG Sineiro, Outubro, 2013
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